quarta-feira, 7 de setembro de 2011

José, João e o poeta

há sempre um momento
todos os dias
silêncio de alegrias
capricho do vento

a cidade se aquieta
o mundo sossega
a ciência não nega
é a voz do poeta

o poeta canta
abre a voz no espaço
a frase em pedaço
em si mesmo transplanta

e o céu se escancara
e homens às palmas
enxergam as almas
que o tempo mascara

e tudo agora é belo
tudo agora é arte
não há mais infarte
não há mais flagelo

a vida é linda

mas no fundo de terras sem nome
onde o sol se retém
e o poeta não vem
josé e joão choram de fome

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