domingo, 31 de maio de 2009

Crítica: Trainspotting (1996)


Feitas as apresentações, vamos ao que interessa.

Depois de assistir o piegas, porém atraente "Quem quer ser um milionário?" (2008) de Danny Boyle (talvez parente da Susan), fiquei muito interessado pelo trabalho do diretor. Assim, depois de alguma pesquisa na internet, cheguei ao premiado Trainspotting.



Mark Renton (ótima atuação de Ewan McGregor) é o protagonista do filme e narra a sua rotina de viciado em heroína, convivendo com o lesado Spud (Ewen Bremmer), o traiçoeiro Sick Boy (Jonny Lee Miller), o inicialmente careta Tommy (Kevin McKidd) e o incrivelmente detestável sociopata Francis Begbe (Robert Carlyle).

O filme é impactante, cheio de reviravoltas e exige estômago forte. Digo isso porque é quase doentia (e real) a maneira como é retratada a abstinência e o próprio consumo da heroína.

Com uma atmosfera um pouco caótica, a obra de Boyle ainda nos joga na cara a AIDS, sexo com menores, violência (sem economia de sangue), e muitas "picadas".

Um filme que me prendeu do início ao fim, uma ótima representação das idéias auto-destrutivas ("o que você consome te consome"). Trainspotting é um soco na cara sem representações inúteis de moralidade que chegou até a enfurecer alguns senadores norte-americanos.

Eis aqui o texto traduzido (por mim, desculpem os erros) da cena inicial do filme, que eu posso dizer que é uma das melhores que já vi:

"Escolha a vida. Escolha um trabalho. Escolha uma carreira. Escolha uma família. Escolha a porra de uma televisão enorme.
Escolha máquinas de lavar, carros, cd-players e abridores de lata elétricos.
Escolha boa saúde, colesterol baixo e seguro dentário.
Escolha prestações fixas para pagar. Escolha uma casa.
Escolha amigos.
Escolha roupas e acessórios. Escolha um terno do melhor tecido.
Escolha se masturbar domingo de manhã e perguntar: 'Porra! Quem sou eu?'
Escolha sentar naquele sofá e assistir a game shows horríveis comendo uma montanha de Junk Food.
Escolha apodrecer no meio disso tudo, mijando sua última vez numa casa miserável que só envergonha os pirralhos egoístas que você ejaculou no mundo para substituí-lo.
Escolha seu futuro. Escolha a vida.
Mas por que eu iria querer isso?
Eu escolhi não escolher a vida. Eu escolhi outra coisa.
E os motivos?
Não há motivos.
Quem precisa de motivos quando se tem heroína?"

Olá,

meu nome é "X", como meu amigo "Z" já havia lhes dito. Estou aqui para colaborar com esse blog a transmitir ,crônicamente, pensamentos e opiniões que (pasmem!) são completamente inúteis. Como eu tenho a mais comleta certeza que, provavelmente, ninguém vai ler, creio que estou falando sozinho, o que caracteriza algo próximo de esquizofrenia, por isso não tentem encontrar muita lógica no que digo.
Nesse primeiro post vou meramente me apresentar, como pretendo continuar anônimo serei um tanto quanto subjetivo. Eu tenho um senso de humor adstringente, que por algum motivo muitos não entendem, também tenho um amigo imaginário, eu nunca o vi ou ouvi de fato mas tenho certeza de que ele está presente, principalmente quando eu rezo. Sou uma pessoa tipicamente estranha, e posso dizer isso aqui sem parecer um poser porque sou anônimo. E por hoje é só, mas agente se vê amanhã nessa mesma praça e nesse mesmo banco porque.......

terça-feira, 26 de maio de 2009

Bom, bem vindo ao Inutilidades Crônicas.
Como o próprio nome já diz, esse blog será a divulgação periódica de textos com opiniões pouco importantes. O plano é ser um blog em conjunto, entre eu e "X". Digo "X" porque ainda não decidimos se usaremos nossos nomes verdadeiros ou apelidos (que provavelmente seriam baseados em filmes nerds). Por hora eu sou o "Z".

Mas vamos falar do futuro. Nosso blog dificilmente será lido, mas o que vale é o que vamos expressar com ele. Temos algumas idéias de assuntos para escrever.
Queremos ter postagens humorísticas, críticas literárias e cinematográficas, músicas, crônicas e principalmente opiniões sobre tudo, de Sócrates a Faustão. Pretendemos também ter um espaço específico de postagens que visam meter o pau em toda e qualquer unanimidade. Se você, seu vizinho e sua tia-avó gostam de alguma coisa, nós criticaremos!

Certo, digo "até mais" sem saber quando vou voltar pra postar de novo. Existem altas chances de eu esquecer que isso existe.

"Z"